sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Armadilhas de Èsú


Èsú é o mais astuto de todos os Òrìsàs. Sempre devemos fazer oferendas à Èsú, antes de qualquer outro Òrìsà. Se ele se zanga, sapateia uma pedra na floresta, e essa pedra põe-se a sangrar. Èsú pode também ser muito malvado, se as pessoas se esquecem de homenageá-lo. A segunda feira é o dia da semana que lhe é consagrado. É bom fazer-lhe oferendas nesse dia.

Itàn

Certa vez, dois amigos de infância, que jamais discutiam, esqueceram-se, na segunda-feira, de fazer-lhe as oferendas devidas.
Foram para o campo trabalhar, cada um na sua roça. As terras eram vizinhas, separadas apenas por um estreito canteiro.
Èsú, zangado pela negligência dos dois amigos, decidiu preparar lhes um golpe à sua maneira. Ele colocou sobre a cabeça um boné pontudo que era branco do lado direito e vermelho do lado esquerdo. Seguiu, depois, o canteiro, chegando à altura dos dois trabalhadores amigos e, muito educadamente, cumprimentou-os:

Bom trabalho, meus amigos! Estes gentilmente responderam-lhe:
Bom passeio, nobre estrangeiro!

Assim que Èsú afastou-se, o homem que trabalhava no campo à direita, falou para o companheiro: Quem pode ser este personagem de boné branco? Seu chapéu era vermelho, respondeu o homem do campo à esquerda. Não, ele era branco, de um branco de alabastro, o mais belo
branco que existe! Ele era vermelho, um vermelho escarlate de fulgor.
Insustentável! Ele era branco, trata-me de mentiroso? Ele era vermelho, ou pensas que sou cego?
Cada um dos amigos tinha razão e estava furioso da desconfiança do outro. Irritados, eles agarram-se e começaram a bater-se até matarem-se a golpes de enxada.

Èsú estava vingado!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Tradicional Costumes Religiosos do povo Yorùbá



Em meus estudos, pesquisas e em tudo que eu acredito e pratico, é muito triste ver a Religião dos Òrìsàs na forma com que ela é tratada, com sinais pejorativos, nos meios religiosos. Uma grande maioria de pessoas nunca se preocupou em buscar informações adequadas quanto as Origens e Princípios desta Doutrina Religiosa para tecer suas opiniões.
Veja que me refiro à Religião dos Òrìsàs e não aos Cultos Afro-brasileiros que receberam o nome de Candomblé. Portanto, peço que não seja confundida pelo simples fato de possuir nome parecido, ou carregarem como estandarte o nome dos Òrìsàs.
A Religião dos Òrìsàs é Puramente Tradicional aos Costumes Religiosos do Povo Yorùbá, que vivem no Oeste Africano, em um território que compreende parte da República Federativa da Nigéria, República de Benin e Togo.

Há, na Religião dos Òrìsàs, uma Filosofia de Vida Extremamente Pura, onde se busca conhecer, estudar, e utilizar as Forças e os Elementos da Natureza. Para vários Elementos, e Forças, da Natureza foram criados arquétipos humanos e transformados em Divindades, no intuito de buscar o autoconhecimento. Buscar o sentido de uma encarnação, de uma passagem pela vida terrena e também explicações para várias situações vividas.
Estudiosos e pesquisadores de origem Yorùbá, há aproximadamente 8.000 anos, vem analisando o comportamento humano, configurando os arquétipos da personalidade e caráter das Divindades, com base naquilo que vão presenciando e vivendo. Formaram uma configuração de 4096 lendas que recebem o nome de Itàn, e que um Sacerdote, que deseja recebe o Título de Bábálàwó deve conhecer profundamente, para poder dar diagnósticos dos acontecimentos vividos por aquele que tenha intenção de Consultá-los.

Sabem estes Estudiosos Sacerdotes Bábálàwó que a vida é cíclica, e os fatos estudados, e configurados nas lendas dos Itàns, vão se repetir na Vida de outros. Cientes disso preparam-se, pelo estudo e conhecimentos das lendas e, quando consultados, sabem de antemão o que esta prevista nos acontecimentos futuros, em decorrência da situação para que fossem consultados. Aconselham então as mudanças de atitudes necessárias para que os fatos desagradáveis das lendas não tornem a acontecer. Aconselham que sejam feitas oferendas para as Divindades, a fim de que, Elas, como Emissárias de Deus na Terra, propiciem os acontecimentos desejados, ou a reversão de um fato desagradável apontado pela lenda do Itàn, que o ciclo faria acontecer novamente.
Esta é a maneira de utilização dos sistemas Oraculares, que recebem o nome de Ifá. Várias são as formas dos Oráculos de Ifá.
A opinião pública popular transformou várias Figuras e geraram controversas, opostas a Tradição Religiosa dos Òrìsàs. Uma dessas figuras deturpadas é a da Divindade Èsú (Exú).
Èsú é a Divindade da Vida, do Movimento é a própria esfera e da Ação. Primogênito da Criação, portanto é o primeiro ser Criado por Olòdúmàrè.
Os yorùbás cultuam Èsú em um pedaço de pedra porosa chamada Iyanguí, ou fazem um montículo grotescamente modelado na forma humana com olhos, nariz e boca feito com búzios. Èsú tem a capacidade de ser o mais sutil e astuto de todos os Òrìsàs, quando as pessoas estão em falta com ele, simplesmente provoca mal entendidos e discussões entre elas e prepara-lhes inúmeras armadilhas. Diz um orìkì que: Èsú é capaz de carregar o óleo que comprou no mercado numa simples peneira sem que este óleo se derrame. Èsú é o Òrìsà que faz o erro virar acerto e o acerto virar erro.

É Èsú quem forma a Santa Trindade Yorùbá, juntamente com Òbàtálá e Odùduwá.

 Èsú é o Mensageiro de todas as outras Divindades, e conduzem os pedidos dos Homens até Deus, e volta com as "respostas". Também é o único que tem acesso livre do Òrun (o Além) para o Àiyé (O Mundo). Èsú leva o pedido, a solicitação, o desejo dos homens.
Notem que a concepção Religiosa da Divindade Èsú (Exú) está muito distante da concepção popular pejorativa formada, e divulgada, no Brasil. Com os conhecimentos que as Divindades Yorùbá são Forças e Elementos da Natureza.

Os Yorùbás dão o nome de Èsú. Ou seja, a tradução literal é = Dono da Casa. Portanto, Èsú é um ser energético criado a partir da Energia do Pensamento de Todas das Pessoas que habitam um lar. Èsú é merecedor de um Altar de Louvor e é colocado o mais próximo da porta, ou passagem de entrada, das residências Yorùbá. Ali Ele recebe oferendas de comidas e rezas, no sentido de manter o equilíbrio, a paz, a harmonia, a saúde, a prosperidade, a fartura daquele lar. Porém, temos que notar: Èsú pode ser bom ou ruim, ágil ou estático, saudável ou doente, guerreiro ou pacífico, e assim sucessivamente, em decorrência da energia do "pensamento" das pessoas que habitam aquele lar, que o criaram, o desenvolve.
Èsú está sempre em desenvolvimento e mutação, é óbvio que, em decorrência dos atos e pensamentos dos que o mantém, por isso ele é um Èsú, pois Èsú é Vida, é Movimento, portanto é tudo o que pode acontecer no ambiente.

Posso também aproximar Èsú das chamadas Larvas Espirituais, velhas conhecidas pelos adeptos das Doutrinas de Kardec. Larvas que, segundo essa Doutrina, se movimentam vivas, pelas paredes das residências. Quando Èsù é criado a partir de uma energia ruim, pesada, desagradável, pessimista, inerte, configura-se parecidíssimo com as larvas, que deprimem os habitantes de uma casa, seja ela comercial ou residencial. Posso afirmar com toda segurança que, um imóvel que possua um Èsù ruim, mal formado, nunca será um imóvel claro, por mais lâmpadas que se mantenham acesas. Será um imóvel "doente" energeticamente, merecedor de terapias e tratamentos apropriados. Muito trabalho e dedicação são necessários por todos que vivem em uma casa, para manter Èsú equilibrado. O que pretende mostrar a Religião dos Òrìsàs, com essa apresentação ritualística toda, é que, um Lar, ou um ambiente de trabalho, harmonioso, saudável e próspero, é formado pelos bons pensamentos e atitudes das pessoas que convivem nele. Pessoas alegres, sorridentes, otimistas, saudáveis, religiosas irão viver o progresso, tanto espiritual quanto material, em um equilíbrio quase perfeito. Com esse objetivo, essa Cultura Religiosa faz louvores e oferendas a Deus, através daquilo que convencionou chamar por Èsú. 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Quando uma pessoa é escolhida pelo Òrìsà


Quando uma pessoa é escolhida pelo Òrìsà, ele traz uma marca que não passa despercebida... É igual a um perfume bom que alguém passa e exala e que muitas vezes não se comenta. Mas, a curiosidade nos faz querer saber o nome da fragrância. 

Assim somos nós... Quando o Òrìsà nos marca com algo especial como o cargo de Olósànyin, Bábálàwó e outros cargos importantes no culto, muitos querem saber o segredo, e o porquê de ter sido você? Logo vão querer copiar, mas não dá! O segredo está no coração do Òrìsà e existem detalhes em você que é só seu. 

E o preço que se paga por ser escolhido pelo Òrìsà, muitas vezes é dolorido! Tem falta de compreensão carregada de inveja e muitas vezes, com calúnia e falta de fé. Fora,  o inimigo que vai tentar usar de "armas" pra te neutralizar. Mas isto não adianta diante da grandeza do Òrìsà na sua vida. 

Seja sempre grato por este amor que o Òrìsà deposita em nós, por mais difícil que possa parecer... Pois Ele está conosco por hoje e sempre.

ÒBÀTÁLÁ


Òrìsànlá ou Òbàtálá, “O Grande Òrìsà” ou “Rei do Pano Branco”, ocupa uma posição única e inconteste do mais importante òrìsà e o mais elevado dos deuses Yórùbás. Foi o primeiro a ser criado por Olódùmaré, o deus supremo. É o mais velho dos Òrìsàs, o rei de vestes brancas, raiz de todos os outros Òòsààlà. É o pai de Osàlúfón, que por sua vêz é o pai de Osoguian, tão grande e poderoso é Òbàtálá que não se manifesta, sua palavra transforma-se, imediatamente, em realidade. Representa a massa de ar, as águas frias e imóveis do começo do mundo, controla a formação de novos seres, é o senhor dos vivos e dos mortos, preside o nascimento, a iniciação e a morte. É o responsável pelos defeitos físicos, comer sal para ele constitui um ato de alto canibalismo. Ele deu a palavra ao homem e durante suas festas não se fala, durante três semanas tudo é silêncio, pois a palavra é dele.


Òbàtálá foi encarregado por Olódùmaré de criar o mundo com o poder de sugerir (àbà) e o de realizar (à), razão pela qual é saudado com o título de Aláàbáláà. Para cumprir sua missão, antes da partida Olódùmaré,  entregou-lhe o “saco da criação”. O poder que lhe fora confiado não o dispensava, entretanto, de submeter-se a certas regras e de respeitar diversas obrigações como os outros Òrìsàs. Uma história de Ifá nos conta como, em razão de seu caráter altivo, ele se recusou a fazer alguns sacrifícios e oferendas a Èsú, antes de iniciar sua viagem para criar o mundo.
Òbàtálá pôs-se a caminho apoiado num grande cajado de estanho, seu opáorò ou paxorô, o cajado para fazer cerimônias. No momento de ultrapassar a porta do Além, encontrou Èsú, que entre as suas múltiplas obrigações, tinha a de fiscalizar as comunicações entre os dois mundos. Èsú, descontente com a recusa do Grande Òrìsà em fazer as oferendas prescritas, vingou-se o fazendo sentir uma sede intensa. Òbàtálá, para matar sua sede, não teve outro recurso senão o de furar, com o seu opáorò, a casca do tronco de um dendezeiro. Um líquido refrescante dele escorreu: era o vinho de palma (emú). Ele bebeu-o ávida e abundantemente. Ficou bêbado, não sabia, mas onde estava e caiu adormecido. Veio então Odùduà, criado por Olódùmaré depois de Òbàtálá. É o maior rival deste. Vendo o Grande Òrìsà adormecido, roubou-lhe “o saco da criação”, dirigiu-se à presença de Olódùmaré para mostrar-lhe seu achado e lhe contar em que estado se encontrava Òbàtálá. Olódùmaré exclamou: “Se ele esta neste estado, vá você, Odùduà! Vá criar o mundo!” Odùduà saiu assim do Além e se encontrou diante de uma extensão ilimitada de água. Deixou cair à substância marrom contida no “saco da criação”. Era terra. Formou-se então um montículo que ultrapassou a superfície das águas. Aí, ele colocou uma galinha cujos pés tinham cinco garras. Esta começou a arranhar e a espalhar a terra sobre a superfície das águas. Onde ciscava, cobria as águas, e a terra ia se alargando cada vez mais, o que o yoruba se diz ilè nf expressão que deu origem ao nome da cidade de ilê Ifé. Odùduà aí se estabeleceu, seguido pelos outros òrìsàs, e tornou-se assim o rei da terra. Quando Òbàtálá acordou não mais encontrou ao seu lado o “saco da criação”. Despeitado, voltou a Olódùmaré. Este, com castigo pela sua embriaguez, proibiu ao Grande Òrìsà, assim como aos outros de sua família, os Òrìsàs funfun, ou “Òrìsàs brancos”, beber vinho de palma (emú) e mesmo de usar azeite de dendê (epo). Confiou-lhe, entretanto, como consolo, a tarefa de modelar no barro o corpo dos seres humanos, aos quais ele, Olòdúmaré, insuflaria a vida.

Por essa razão, Òbàtálá é também chamado de Alámorere, o “proprietário da boa argila”. Pôs-se a modelar o corpo dos homens, mas não levava muito a sério a proibição de beber vinho de palma e, nos dias em que se excedia, os homens saíam de suas mãos contrafeitos, deformados, capengas, corcundas. Alguns, retirados do forno antes da hora, saíam mal cozidos e suas cores tornavam-se tristemente pálidas: eram albinos. Todas as pessoas que entravam nessas tristes categorias são-lhe consagradas e tornam-se adoradoras de Òbàtálá.
Mais tarde, quando Òbàtálá e Odùduà reencontraram-se, eles discutiram e se bateram com furor. A lembrança dessas discórdias é conservada nos Itáns de Ifá. As relações tempestuosas entre divindades podem ser consideradas como transposição ao domínio religioso de fatos históricos antigos. A rivalidade entre os deuses dessas lendas seria a fabulação de fatos mais ou menos reais, concernentes à fundação da cidade de Ifé, tinha como o “berço da civilização yoruba e do resto do mundo”.
Òbàtálá teria sido o rei dos igbôs, uma população instalada perto do lugar que se tornou mais tarde a cidade de Ifé. A referência a esse fato não se perdeu nas tradições orais no Brasil, onde Òbàtálá  é frequentemente mencionado nos cantos como  Òrìsànlá Igbô ou Babá Igbô, “ou Òrìsà ou “o rei dos igbôs”. Òbàtálá foi enviado para criar o mundo (enquanto, na realidade, ele tornou-se o rei dos igbôs) e foi no mito que Odùduà tornou-se o rei do mundo, por ter roubado de Òbàtálá o “saco da criação.
Òrìsànlá-Òbàtálá é casado com Yemowo. Suas imagens são colocadas um ao lado da outra e coberta por traços e pontos desenhados com efun, no ilésìn local de adoração desse casal no templo de Ideta-Ilê, no bairro de Itapa, em Ilê-Ifé.Dizem que Yemowo foi a única mulher de Òbàtálá. Um caso excepcional de monogamia entre os Òrìsàs e eboras.
As religiões afro-americanas eram transmitidas como parte de uma longa tradição oral, há muitas variações regionais em nome da divindade.
  • África: Yemonjá, Ymoja, Yemowo,Yemoja
  • Brasil: Yemanjá, Iemanjá, Janaína
  • Cuba: Yemaya, Yemayah, Iemanya
  • Haiti: La Sirène, LaSiren
  • USA : Yemalla, Yemana
  • Uruguai: Imanja
As cerimônias públicas para Òbàtálá em Ilê-Ifé comemoram acontecimentos históricos. Antigamente, as festas duravam nove dias e foram posteriormente reduzidas para cinco. Como estão em concordância com a semana yoruba de quatro dias. Foram realizados sacrifícios de cabras no templo de Òbàtálá, no ilésìn de Ideta-Ilê, onde  encontram as imagens de Òbàtálá e de sua mulher Yemowo.
  Imagens de Òbàtálá e Yemowo, sua única esposa, no templo de Ìdèta-Ilê em Ilê-Ifé, no bairro de Itapa

Uma parte do sangue é derramada sobre as imagens que, em seguida, são lavadas com infusão de folhas colhidas na floresta. Essas folhas são de diferentes variedades, entre as quais figuram as plantas calmantes (èró). Em seguida, as duas imagens são enfeitadas com um a série de traços e pontos brancos feitos com efun. Os sacerdotes mais importantes, Òbàlále, guarda de Òbàtálá, Obàlásé, guarda do Òrìsà Aláse, dançam por muito tempo nesse primeiro dia ao som dos tambores ìgbìn, próprio do culto de Òbàtálá.
O Onílù, o tocador de tambor, quando é especialista no tipo Ìgbìn, são chamados de Alùgbìn, que é o caso no templo Ìdèta-Ilê de Òbàtálá, em Ilê-Ifé. O ìgbìn é o nome do tambor de Òbàtálá, e do seu ritmo de dança preferido. -
São tambores pequenos e baixos, apoiados sobre pés, um macho e outra fêmea.

 O instrumento de percussão são dois ferros em forma de T, chamados de Eru, são batidos um contra o outro para "marcar o ritmo" tocado pela "orquestra".
No dia seguinte, seus corpos são igualmente enfeitados com desenhos feitos com efun. As imagens são bem enroladas em pano branco e levadas, de manhã cedinho, em procissão desde Ideta-Ilê até Ideta-Oko. Todos os ingredientes da oferenda a ser feita são levados até lá. Essa oferenda consta de dezesseis caracóis, dezesseis ratos, dezesseis peixes, dezesseis nozes de cola (obi).

Ervas e folhas de Òbàtálá

Alecrim, Angélica, Araçá, Barba de Velho, Baunilha, Camélia, Camomila, Cipó Cravo, Colônia, Cravo da Índia, Eucalipto, Fava de Pichuri, Folha da Fortuna, Girassol, Guaco Cheiroso, Hortelã, Jasmim, Laranjeira, Lírio do Brejo, Malva Cheirosa, Malva do Campo, Manjericão Branco, Manjerona, Mastruço, Noz de Cola, Patchouli, Poejo, Rosa Branca, Saião, Sálvia, Sangue de Cristo, Umbu.

Èèwò (kizila)
Sal, Azeite de dendê.

Adimus (agrados)
Canjica, Mel, Obí Branco, Melão, Uva Verde, Fruta Pão, coco sem casca, inhame pilado e cozido etc.


Egbò
Material necessário: Canjica branca, Mel, Algodão, Água.
Maneira de Fazer: Cozinha-se a canjica somente em água. Depois de bem cozida, coloca-se numa vasilha branca, coloca-se bastante mel de abelhas e cobre-se com algodão.

Akasá
Material necessário: Canjica branca, folha de bananeira.
Maneira de Fazer: Moe-se o milho de canjica cozinha-se até dar até dar o ponto de ficar bem durinho e enrole os bolinhos na folha da bananeira.

Inhame Acará
Cozinha-se o inhame e depois amassa-se feito um purê. Fazem-se bolinhos nas mãos e coloca-se em pratos brancos. Oferece-se à Òbàtálá.

Asé asé asé