terça-feira, 1 de maio de 2012

Penteados na terra Yorùbá

Penteados na terra Yorùbá
Outro costume dos Yorùbás era a raspagem da cabeça para os homens, e os penteados bem elaborados para as mulheres.
Há muito tempo, se o homem não raspasse a cabeça era sinal até de falta de higiene. Atualmente o costume ficou restrito só aos mais velhos. Só entre os haussá o costume ainda é mantido por jovens.
Somente alguns homens deixavam o cabelo crescer, e usavam penteados especiais, que os identificavam como sendo devotos dos Òrìsàs: os filhos de Sàngó, os caçadores de Ode.
Na terra yorùbá, ao se encontrar um homem com um penteado especial, deve-se lembrar de que pertence à religião dos òrìsàs.
 Cabelos de homens

Antes da colonização inglesa, os yorùbás iam raspando a cabeça à medida a que os cabelos cresciam, e espalhavam óleo na careca para ficar brilhando. Os jovens mensageiros do rei, para serem identificados, costumavam raspar um dos lados da cabeça, deixando os cabelos crescidos no outro lado. Era o chamado ìlarì.
Atualmente os homens usam o penteado que mais lhes agradar. Muitos preferem o estilo "black". Alguns usam penteados especiais, como já foi dito, por motivos religiosos.
 Cabelos de mulheres
As mulheres costumavam fazer diversos tipos de penteado. Cada estilo tinha um nome, como Sukú, Alagogo, Korobá, etc.
Há três tipos básicos mais usados:

Irun biba - o mais simples deixa os cabelos soltos. Quando a mulher está com pressa, faz o biba, porque é rápido e pode ser feito sem ajuda. Pode ser usado para sair.

Irun kíkó - cabelos presos, o penteado é executado com linha preta, para a mulher que não tem muitos cabelos. É feito com a ajuda de outra pessoa.

Irun dídì - penteado preso, mais elaborado. Algumas formas de fazê-lo:
Um dos estilos chama-se Sùkú. Os cabelos são penteados para cima e presos no alto, juntos.
Outra forma de dídí é o Pàtewo (bater palmas). O cabelo é dividido de orelha a orelha e penteado de baixo para cima dos dois lados, até se encontrarem. Quando pronto parece estar batendo palmas. É feito por profissionais.

Outro tipo é o Pánúmo (boca fechada). Abre-se o cabelo em volta da cabeça toda e penteia-se de baixo para cima e de cima para baixo, encontrando-se no meio.

Ipàko elede é o cabelo solto, todo penteado para frente.
Antigamente esses penteados eram muito usados, e até ensinados nas escolas. Depois as jovens passaram a alisar os cabelos, pela influência dos colonizadores de raça branca.
O hábito de raspar a cabeça do iyawo parece não ter nenhuma relação com este costume, pois é adotado para ambos os sexos, e simboliza o nascimento para uma nova vida, semelhante a um recém-nascido.

Trajes e Estamparias

Trajes e Estamparias Africanas
A riqueza dos trajes Africanos. O continente Africano possui uma grande variedade de línguas, costumes e religiões. Trajes pinturas corporais, tecidos e adornos. São marcas da identidade de cada grupo.  Geralmente as pinturas são usadas em cerimônias, para enfeitar o corpo ou para exibir o estilo de sua tribo, todas as pinturas tem um significado diferente. 
Vestir-se bem  é uma questão de honra para os africanos e seus descendentes. Seja para homenagear uma divindade, seja para mostrar prosperidade, é preciso estar elegante.  O charme de um traje africano esta na combinação das cores fortes ou no tom soberano no jeito de amarrar sem dar um único nó, o tecido preso à cintura não cai nem com o mais rápido movimento.
As cores vibrantes são obtidas a partir de elementos da natureza, a exemplo de plantas, terra e flores. Cada cor tem um significado.

O verde indica renovação e crescimento, em clara analogia com as matas e florestas. Amarelo é símbolo do status e serenidade, além da fertilidade e vitalidade. Azul é a presença de Deus, a onipotência do céu, ao espírito   puro  que repousa em harmonia.
O preto denota união com os antepassados. É a cor das provas, do sofrimento, do mistério, da consciência espiritual, do tempo e da existência. Vermelho é a cor da paixão, da determinação política, da vida, da paixão e do sentimento.

Os africanos, mais do que ninguém, falam através de seus panos.

Algumas vestimentas tradicionais usadas pelos povos da África:

1. Bùbá- Túnica  vestida pelos homens e mulheres na África, com tecidos leves e aberto ao lado na altura do peito. Também serve para usar como roupa de baixo. Em Angola Bùbá significa «camisa larga de panos coloridos».

2. Caftan - Túnica ampla de mangas larga vestida pelos homens no Oriente Médio.

3. Dashiki - Túnica Africana de cores fortes.

4. Djellabah - Manto ou túnica larga de corte mais justo vestida pelos homens na África, especialmente no Marrocos Moda Afro.

5. Sányinmotan – Tipo de calca apertado nas pernas. Hoje não se usa mais.

6. Aso Ìró – Tecido enrolado em torno da cintura até os pés, parecido com uma canga.

7. E outros como:  Kembe , Sìmí , Agbádá , etc.

Trajes no novo mundo:
A maioria dos estilistas usa materiais locais, junto com alguns importados. "bazim", que é um tecido de algodão com desenhos da mesma cor sempre esteve por toda parte, extensamente usado na África Ocidental. Alguns países (como Senegal e Mali) produzem "bazim", mas também é importado da Europa. Lenim, Cida e Rayon também são usados. Foi Chris Siydou, o primeiro estilista a introduzir o uso da moda de o bogolam, o tradicional "mud cloth ou tecido de lama" que usavam em Mali. Muitos seguiram usando outros materiais tradicionais, como "ráfia", pogné, índigo, etc. Agora, muitos desenhistas inovam somando outros materiais locais que, normalmente não são usados em roupas, como: palha,  conchas do mar, etc. Tudo isso dá nas roupas um aspecto colorido e típico. Desenhos são inspirados principalmente por tendências locais tradicionais. Porém, há estilistas cujo trabalho poderia ser considerado universal, às vezes com um toque africano sutil. O mercado para a moda africana ainda é incerto e frágil. Muitos africanos não estão, contudo, atento às tendências de moda dos seus respectivos países, apesar do seu número crescente de espetáculos de moda e cobertura de imprensa. Devido à situação econômica e financeira de países africanos ocidentais, a maioria das pessoas não pode usufruir dessa moda devido aos preços relativamente altos de roupas de designer. Os estilistas precisam dar mais publicidade ao trabalho deles, e baixar os preços para encorajar que mais pessoas comprem seus produtos; poucos puderam ser reconhecidos internacionalmente.
Só agora que o número crescente de estilistas está sendo convidado a participar em espetáculos na moda da Europa, Ásia, EUA, e Canadá.
Pouco da moda africana é conhecido na América Latina.

Alguns utensílios africanos:

A Capulana é um xale usado na indústria tradicional de Moçambique. Hena nas mãos e nos pés: hena é um tipo de pintura decorativa e foi difundida na África e na Índia.
Colares de contas: esses colares são usados pelas mulheres, o número de colares que elas usam indica a posição social nos seus grupos.

Plumas na cabeça: os homens usam as plumas para irem a guerras e cerimônias.

Túnicas e turbantes: os Bérberes beduínos usam um traje clássico, uma túnica simples, contrastando com o turbante azul-escuro.

Batique africano: o batique é um tipo de pintura que na qual se usa cera e pigmentos para desenhar e tingir os tecidos.

Vestidos com babados: as mulheres do povo Himba usam esses vestidos como símbolo de suas identidades. Hena nas mãos e nos pés.
No nordeste da África, as mulheres Rashaidas, que habitam na Sumária, vestem-se de véus e túnicas devidas á influência muçulmana. Elas usam delicadas joias de prata e no rosto véus bordados elaboradamente. A pintura em hena decora mãos e pés. Esse tipo de pintura decorativa é difundido na África e na Índia.

Na África, o hábito de comprar um tecido e levá-lo para os profissionais que o cortam e costuram ao seu modo ainda é preservado, assim como foi comum em um Brasil não muito distante. Todos encomendam roupas, dos mais ricos aos mais pobres. Também é bastante comum à compra de roupas de segunda mão. A prática de mandar fazer vestidos, saias e blusas são tão comuns que, nas feiras-livres, veem-se homens e mulheres com máquinas de costura sentadas no chão à espera de clientes que chegam com croqui na mão. Eles também têm catálogos com desenhos que são propostos pelas africanas.

domingo, 29 de abril de 2012

BRUXAS

AS  BRUXAS
Os yorùbás acreditam em bruxas. Diz à tradição que ao escrever sobre as bruxas deve-se tomar muito cuidado para não mentir. O que aqui dizemos são as verdades ouvidas dos mais velhos.
Só as mulheres podem ser bruxas. É muito difícil, entretanto, alguém confessar espontaneamente essa condição. Em geral as bruxas são más, mas existem bruxas boas.
Como as pessoas viram bruxas?
Sabe-se que as bruxas são filhas de bruxas.
Quando crianças elas desconhecem sua condição. Só quando chegam à idade adulta é que começam a tomar consciência das suas características diferentes. Quando uma bruxa está para morrer, chama a filha de que mais gosta e transmite-lhe sua força e todos os seus poderes, através da boca.
Algumas mulheres querem ser bruxas, mesmo sem serem filhas de bruxa. Elas procuram entrar para a Sociedade Secreta das Bruxas. Para isso é preciso satisfazer uma série de condições. Algumas conseguem ser aprovadas, e tornam-se bruxas.
A Sociedade Secreta das Bruxas reúne-se de madrugada, para realizar vários rituais. Elas trabalham com o coração, isto é, o corpo fica na cama dormindo e o coração sai. Se acontecer alguma coisa com o coração quando uma bruxa estiver trabalhando, a pessoa morre, pois o corpo que ficou na cama, sem coração, nunca mais acordar.
Por que as pessoas têm medo das bruxas?
Acredita-se que as bruxas são más, invejosas, e podem matar cegar ou fazer alguém ficar paralítico. Embora nem sempre isso seja verdade, essa crença causa medo na maioria das pessoas.
Hoje em dia com a “moda” das entidades sobrenaturais, como duendes, fadas, gnomos, bruxas, etc. esse medo diminuiu, e a figura da bruxa tornou-se simpática na nossa cultura. Entretanto na cultura africana a ideia de bruxa é bem diferente da nossa.

Como fazer para reconhecer uma bruxa?

Para os Yorùbás é fácil reconhecer a presença de uma bruxa. Quando aconteciam muitas coisas ruins numa família, os chefes sabiam que era coisa de bruxa, e avisavam a “quem estivesse fazendo isso”, que deveria parar. Caso continuassem acontecendo coisas más, recolhia-se dinheiro de todas as mulheres da família para fazer uma obrigação, que tinha por finalidade descobrir quem era a bruxa. No dia marcado todas as mulheres deveriam comparecer. O chefe da família rezava e dava-lhes obi para comer. Cada uma devia se ajoelhar, jurar que não era a bruxa e comer o obi. Se alguma delas fosse bruxa, dentro de três dias começava a falar involuntariamente sobre todo o mal que vinha causando à família ao longo dos anos.
As bruxas descobertas com esse método eram punidas de acordo com o costume de cada localidade.

Será que todas as bruxas eram más?

Existiam bruxas boas, que só usavam bruxaria para ajudar algum membro da família que estivesse precisando, ou alguém doente.
Ninguém sabia que havia uma bruxa na família, mas se alguém a denunciasse, ou se por algum motivo fosse descoberta, o marido testemunhava diante do rei que desde que ela chegou, na sua casa só aconteceram coisas boas, e sua vida melhorou. O rei e todos na cidade passavam a rezar por ela, e era perdoada.
Como as bruxas eram punidas?
Em cada localidade havia uma punição diferente. Dentre as várias maneiras tradicionais de se punir as bruxas, vamos relatar duas: Havia no mato uma planta chamada “árvore de macaco”. Quem bebesse o suco dessa planta, morreria. Se alguma mulher fosse presa como bruxa, davam-lhe esse líquido para beber. O corpo era levado para uma floresta fora da cidade.
Outra forma era chamar as crianças da cidade para atirar pedras na bruxa, até ela sair da cidade. Em cada cidade as crianças iam fazendo o mesmo, até ela morrer. O corpo era comido pelos cachorros.
As famílias das bruxas ficavam muito envergonhadas, e saiam da cidade, indo viver em outra localidade. Só depois de vinte ou trinta anos é que poderiam voltar a morar naquela localidade sem ter problemas.
Hoje em dia as mulheres não se dedicam mais a fazer bruxarias, mas ninguém pode afirmar que as bruxas estão completamente extintas da terra yorùbá...
É interessante procurar conhecer as sociedades religiosas dos yorùbás. A Sociedade Gelede, por exemplo, composta de devotos das àje (feiticeiras), é representada pelas Iya-Mi (minha mãe), o que demonstra o grande poder oculto das mulheres.

ÌWÀ PÈLÉ

A importância dada ao bom caráter (Ìwà Pélè)
Ìwà é o que caracteriza uma pessoa sob o ponto de vista ético. Para ser feliz uma pessoa deve ter ìwà pélè, pois quem tem bom caráter não entra em choque com os seres humanos nem com os poderes sobrenaturais. Esse é o mais importante dos valores morais yorùbá, e a essência da fé consistem em cultivá-lo. Tem pessoas que tem o famoso two faces (duas caras), se apresenta como o bom samaritano para uns e não aplica o mesmo para outros. Esses tipos de pessoas infinitamente não tem Ìwà.
 A lenda de Ìwà é relatada na literatura de Ìfá:
 Ìwà era uma mulher de rara beleza com quem Òrúnmílà se casou, após ela ter se separado de diversos outros Deuses.  Apesar de sua beleza, Ìwà tinha maus costumes e falava demais, sendo ainda preguiçosa e irresponsável. Depois de algum tempo de casados, Òrúnmílà, não podendo suportar o mau comportamento de sua esposa, mandou-a embora.
 Entretanto, quando Ìwà partiu, Òrúnmílà percebeu que não podia viver sem ela. Perdeu o respeito dos vizinhos, sua prática divinatória perdeu o valor, seus clientes se afastaram, ficou sem dinheiro, enfim perdeu tudo e foi desprezado por todos. Tentando achar uma solução, vestiu-se de Egúngún e saiu por aí, à procura de Ìwà. Foi à casa dos 16 Odus de Ìfá à procura da esposa, cantando na porta de cada um:

 “Grande Sacerdote de Ìfá de Ajeró,
Adivinho de Ajeró,
Aonde você vir Ìwà, diga-me.
É Ìwà, Ìwà que estou procurando.
Se você tem dinheiro, mas não tem Ìwà,
O dinheiro não é seu;
Ìwà é a pessoa que eu procuro.
Se alguém tem filhos, mas não tem Ìwà,
As crianças pertencem a outra pessoa;
Ìwà, Ìwà é quem nós procuramos...
Se temos uma casa, mas não temos Ìwà,
A casa não é nossa, é de outra pessoa.
Ìwà, Ìwà é o que procuramos.
Se você tem roupas, mas tem falta de Ìwà,
As roupas pertencem a outra pessoa.
Ìwà, Ìwà é o que procuramos.
Todas as boas coisas da vida que um homem possui,
Se ele perder Ìwà, elas passam a pertencer a outra pessoa.
Ìwà, é o que estamos à procura!”

(Ogbon inú, awo Alárá;
Dífá fún Alárá, Èjí Osá,
Omo Amúrin kàn dogbon agogo.
Ìmoràn, awo Ajerò, Difá fun Ajerò,
Omo ògbójú koroo jà jále.
Níbo ló gbé ríwà fún un o,
Ìwà, Ìwà là n'wá o, Ìwà.
Ó nó bó o lówó, tóò níwà,
Owo olówó ni.
Ìwà, Ìwà là n'wá o, Ìwà.
Omo la bí,
Tá à níwà, Omo olomo ni.
Ìwà, Ìwà là n'wá o, Ìwà.
Bá a nílé, tá à níwà,
Ilé omílé ni.
Ìwà, Ìwà là n'wá o, Ìwà.
Bá a láso,tá à níwà
Aso, aláso ni.
Ìwà, Ìwà là n'wá o, Ìwà.
Ire gbogbo tá a ni,Tá à níwà.)
Depois de grande procura Òrúnmílà achou Ìwà casada com Olójo. Quando cantou na porta de Olójo, este foi à porta recebê-lo e recusou-se a devolvê-la. Então eles começaram a brigar. Òrúnmilá bateu em Olójo com a perna de uma cabra que havia sacrificado antes de sair de casa. O impacto atirou Olójo a muitas milhas de distância, e Ìwà foi levada de volta para sua casa.
Ao analisar a lenda vemos as várias razões da importância dada a Ìwà. Primeiro é importante que o bom caráter seja simbolizado por uma mulher. No folclore yorùbá as mulheres representam os dois extremos - amor, cuidado, devoção e beleza versus fraqueza, deslealdade e falsidade. Só as mulheres podem simbolizar essa dualidade, de acordo com o conceito yorùbá.A lenda mostra ainda que o homem deve cuidar de seu caráter tão bem como cuida de sua esposa. Da mesma forma que manter a esposa é obrigação do marido, o bom caráter deve ser uma obrigação para os que têm fé e querem viver de forma correta. As mulheres são consideradas bruxas e podem até ser mentirosas, mas os yorùbá creem que a sociedade não pode sobreviver sem elas. Da mesma forma, pode ser difícil ter bom caráter, mas não se pode ser feliz sem ele. Ìwà foi uma mulher que perdeu os bons hábitos. Significa que o homem que quer ter bom caráter deve estar preparado para encarar egbin - coisa suja - e passar por algumas situações desagradáveis, que podem ofender sua dignidade e decência. Mesmo assim não deve se desviar do bom caminho, para não perder a essência e o valor de sua vida.
 Os versos equiparam Ìwà aos bens materiais que os homens almejam: dinheiro, filhos, casa e roupas. Um homem que tem bens materiais, mas não tem caráter, provavelmente irá perder tudo para uma pessoa de caráter, que saberá melhor tomar conta desses bens. Ìwà é o atributo de maior valor entre todos, no sistema yorùbá.
 Ifá é superimportante, mas o caráter é maior que ele. Se uma pessoa tem caráter terá Ìfá dentro de você.

A Ìylòrìşà Maria Inez nos traz uma excelente poesia que retrata bem os costumes e a importância que o povo Yorùbá dá à educação e à honra:
TÓJÚ ÌWÀ RE
Tójú ìwà re, òré mi!
Olá a ma si lo n'ilé eni,
Ewà a sì ma sì l'ára enia,
Olówó òní 'ndi olòsì b'ó d'òla
Òkun l'óla, òkun nìgbì orò,
Gbogbo won l'ó 'nsí lo nílé eni;
Sùgbón ìwà ni 'mbá'ni dé sàréè,
Owo kò jé nkan fún 'ni,
Ìwà l'éwà l'omo enia.
Bí o l'ówó bí o kò ní 'wà 'nkó,
Tani jé f'inú tán o bá s'ohun rere?
Tàbí bí o sì se obìrin rògbòdò,
Bí o bá jìnà sí 'wa tí èdá 'nfé,
Taní jé fé a s'ílé bí aya?
Tàbí bi o jé oníjìbìtì enia,
Bí a Tilè mo ìwé àmòdájú,
Taní jé gbé 'sé aje fún o se?
Tójú ìwà re, 'òré mi,
Ìwà kò sí, èkó d'ègbé,
Gbogbo aiye ni 'nfé 'ni t'ó jé rere.

CUIDE DE SUAS MANEIRAS
Cuide de suas maneiras, meu amigo!
A honra pode abandonar nossa casa,
e a beleza às vezes acaba.
O rico de hoje pode ser o pobre de amanhã.
A honra é como o mar, e também a onda da riqueza;
ambas podem escapar de nossa casa.
Mas as boas maneiras acompanham-nos até ao túmulo.
O dinheiro não é nada,
boas maneiras são a beleza da humanidade.
Se você tem dinheiro, mas não se comporta bem,
quem irá confiar em você?
Se você é uma mulher muito linda mas não se comporta de maneira adequada,
quem desejará tê-la como esposa?
Cuide de suas maneiras, meu amigo!
Se você é muito educado, mas engana as pessoas, quem confiará em você para negócios?

Fonte: CULTURA YORÙBÁ - Costumes e Tradições -The Essentials Of The Yoruba Language. Londres: Hodder & Stoughton.